| Lula defende participação da sociedade na discussão de políticas de comunicação |
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| Escrito por Eglanen Nascimento |
| Qua, 27 de Janeiro de 2010 10:30 |
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Depois da polêmica em tornodo Plano Nacional de Direitos Humanos, que contém propostas sobre ademocratização da comunicação, o presidente Luiz Inácio Lula criticou ontem(26) o empresariado do setor, que se retirou das discussões da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em Brasília no ano passado. Ele defendeu a reunião, afirmando que as políticas para o setor devem ser discutidas também pela sociedade. “Vocês sabem que metade dos empresários da comunicação não participou. Todos participaram praticamente de todos os movimentos sociais. É engraçado que ninguém mordeu o dedo de ninguém,as pessoas não iam lá para xingar, para ofender, as pessoas iam lá para dizer: você tem um olhar diferente de mim. Vamos juntar esses dois olhares e ver qualé o olhar que podemos dar para a política de comunicação, que não pode ficar apenas sendo discutida por alguns empresários, mas pela sociedade". As declarações foram dadas pelo presidente em discurso para mais de 7 mil pessoas no Ginásio Gigantinho,em Porto Alegre, em evento do Fórum Social Mundial (FSM). A Conferência Nacional de Comunicação aprovou 665 propostas em defesa de um marco regulatório para o setor, de maior participação da sociedade na difusão dos direitos humanos pelos veículos de comunicação, de um conselho de classe para os jornalistas e da regulamentação de artigos constitucionais que tratam da produção de conteúdos regionais, educativos e culturais, por exemplo. No discurso, Lula citou a contribuição dessas conferências para as políticas sociais brasileiras. Lembrouque mais de 60 reuniões sobre diversos temas foram realizadas nos últimos seteanos e disse que pretende legalizar o modelo desses encontros, juntamente com as políticas sociais, para que outros governos também tenham um espaço democrático de diálogo com a sociedade. Ao fazer um balanço dos 10 anos do Fórum Social Mundial, o presidente citou a contribuição da sociedade e avaliou que o espaço está “calejado, mais maduro e mais sabido”. Segundo Lula,após a crise financeira internacional, que levantou incertezas sobre o modelo neoliberal, o FSM tem um espaço para crescer como contraponto às políticascapitalistas. “O fórum precisa continuar produzindoa idéia da utopia”, disse. Fonte: Agência Brasil (www.agenciabrasil.gov.br) |
| Última atualização em Qua, 27 de Janeiro de 2010 10:43 |



